"Verificam-se anualmente 1 300 000 acidentes com danos pessoais que causam mais de 40 000 mortos e 1 700 000 feridos. O custo, directo ou indirecto, foi avaliado em 160 mil milhões de euros, ou seja 2% do PIB da União Europeia (UE). Determinados grupos da população ou categorias de utilizadores são particularmente vulneráveis: os jovens de 15 a 24 anos (10 000 mortos por ano), os peões (7 000 mortos) ou os ciclistas (1 800 mortos)." in Segurança rodoviária: Programa de acção para a segurança rodoviária (2003-2010)
A mensagem não é agradável, mas penso que por vezes a melhor forma de chamar a atenção de quem anda na estrada, neste caso em particular os motociclistas, para os perigos de conduzir a velocidades excessivas é mostrar o resultado de um acidente brutal ocorrido no passado sábado na freguesia de Fajões (donde sou natural) e que infelizmente vitimou mais um jovem com apenas 23 anos de idade, o que se lamenta, ainda para mais com esta idade.
Infelizmente, este é um cenário que se repete demasiadas vezes nas estradas portuguesas e só nos lembramos destas tragédias quando nos "bate à porta" ou afecta alguém que nos é conhecido.
Foto cedida por Frederico Bastos, autor do blogue http://viladecarregosa.blogspot.com
Não vou especular sobre as causas do acidente porque pouco importa e já não vale a pena, mas é frequente existirem acidentes com gravidade nesta estrada entre Cesar e Carregosa e não é a primeira vez que são mortais. Há uma responsabilidade "activa" por parte dos condutores que exageram (e muito) nas velocidades praticadas naquele troço, sendo o limite máximo permitido de 50Km dado estarmos dentro duma localidade.
Da parte das autoridades responsáveis pela estrada, falta quase tudo! Podemos começar pela sinalização que não existe e basta olhar para o lado direito ao longo do percurso e ver quantas estradas aparecem sem qualquer sinal (vulgar STOP), e onde se devia aplicar a regra da prioridade. Alguém faz isso? Ninguém!
Como fizeram em Carregosa, deviam criar mais desníveis na estrada para "obrigar" os condutores a reduzir a velocidade!
Falta passeios para segurança dos peões e os condutores que estacionam em cima deles serem convenientemente autuados, assim como aqueles que estacionam onde bem lhes apetece.
Falta pintar a via com linha contínua onde é proibido ultrapassar e outra sinalização horizontal necessária para alertar os condutores dos perigos existentes.
Falta sinalizar as passadeiras que nascem como "cogumelos" nesta estrada sem qualquer critério de segurança e onde à noite são extremamente difíceis de se visualizar, mesmo para quem sabe onde elas estão.
Falta bom-senso de quem conduz e vontade para mudar as coisas de quem é responsável por isso (Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, GNR, etc.)!
Foto cedida por Frederico Bastos, autor do blogue http://viladecarregosa.blogspot.com
Não quero parecer moralista, porque confesso que também nem sempre cumpro com o Código da Estrada, mas há violações do mesmo que são de elevado risco para ocorrência de acidentes quase sempre fatais, que para além das mortes que causam, deixam marcas psicológicas que perduram para toda a vida em familiares, amigos e pais.
E para concluir o meu "desabafo", deixo uma frase da qual me recordo com alguma frequência que ouvi no final dum episódio duma série televisiva...
"Na vida, não há maior tragédia do que a perda dum filho"
Pensem nisto!!!
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