Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Outros Por Cá - Autarquias.org


Na era das redes sociais o autarquias.org é a ferramenta para promover a transparência, participação e a colaboração entre os munícipes e o poder local.

O que é o autarquias.org ?
O autarquias.org é uma plataforma que promove a participação activa dos cidadãos.

Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os municípos para as mais variadas situações, desde lixos na via pública, postes de iluminação que não o funcionam, buracos na via pública, equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros tipos de problemas, que muitas das vezes as Câmaras municipais não tem conhecimento.

Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos alertas apresentados por outros cidadãos, como também participarem nesses mesmos alertas adicionando comentários.

O autarquias.org permite também a criação de debates por cidadãos que pretendão discutir assuntos que lhes pareçam pertinentes com outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a autarquia sobre um assunto do interesse de todo o município., como também a abertura de petições.

Como é que os problemas são resolvidos ?
Se o município aderir ao autarquias.org, tem acesso a um sistema de gestão que permite aceder aos alertas apresentados pelos cidadãos. Se o problema é resolvido ou não isso depende do município e do problema em si. A autarquia através do sistema de gestão pode sempre responder aos alertas, explicando a sua resolução ou não.

Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Nandufe-Ponte estreita com sinalização trapalhona

Num país onde há imensos acidentes por desrespeito pela sinalização e regras do código da estrada, penso que também uma parte dessa culpa deve ser imputada às entidades que constroem e sinalizam as estradas, porque se uma via rodoviária estiver bem sinalizada, incluindo eventuais "pontos negros" ou zonas mais perigosas, se calhar o número de acidentes era menor.

Assim, e dado que é um assunto ao qual dou importância, foi com atenção que li os programas eleitorais das diversas listas que concorreram à Câmara Municipal de Tondela e foi com agrado que na área de "Segurança e Protecção Civil" do Partido Social Democrata, por sinal o vencedor das eleições, pude ler o seguinte:

"A permanente preocupação com a segurança das pessoas e bens será sempre uma constante na nossa actuação durante este mandato.
...
Após a conclusão de sistemas de semaforização em várias freguesias do nosso concelho, nomeadamente Tondela, Molelos, Tonda e Dardavaz, continuaremos a ter como prioridade a eliminação de Pontos Negros das estradas municipais. Para tal, contribuirão as intervenções ao nível da sinalização vertical e horizontal (pintura de faixas de rodagem e passadeiras), as requalificações de cruzamentos e entroncamentos, a introdução de elementos reguladores de tráfegp e de velocidade e a eliminação de barreiras arquitectónicas, adequando assim as nossas vias de comunicação às novas dinâmicas de mobilidade"

Por certo, dando cumprimento a este objectivo, a estreita ponte que existe na Avenida de Dinha que liga Valverde a Nandufe foi "requalificada" através da colocação de grades e sinais de regulamentação acerca da prioridade na sua passagem que melhorou a segurança no seu atravessamento.



Seria algo de positivo, não tivessem sido colocados dois sinais de regulamentação de cedência de prioridade "B5 - Dar prioridade nas passagens estreitas: indicação da obrigação de ceder a passagem ao trânsito em sentido contrário" iguais, um de cada lado da ponte o que em vez de ajudar, acabam por atrapalhar os condutores quando surgem em lados opostos para atravessar a ponte.

Conto o que sucedeu comigo! Tendo chegado à ponte e pretendendo atravessa-la, avistei um veículo que vinha em sentido contrário e fiquei à espera que este passasse. Ao fim de algum tempo, como não vinha decidi avançar, chegado quase a meio o mesmo tinha sucedido com o outro condutor. Mais um bocado de tempo perdido à espera que um de nós fizesse marcha-atrás, até que ao fim de algum tempo lá acabamos por passar.
Alerto ainda para o facto do sinal que se encontra na foto acima está mal colocado! A forma correcta e como consta no código da estrada é o seguinte:



Tudo isto se resolve, substituindo um desses sinais por um outro sinal de prioridade "B6 - Prioridade nas passagens estreitas: indicação de que o condutor tem prioridade de passagem sobre os veículos que transitam em sentido contrário". Problema quase-resolvido!

Podiam (e deveriam) ainda complementar o local com mais alguns sinais:

Um sinal de perigo "A4a - Passagem estreita: indicação de um estreitamento da via, com a configuração constante do sinal." antes da ponte, no sentido Nandufe-Valverde, visto que do outro lado já existe um, apesar de ligeiramente danificado.

Sinais de indicação complementar "O7a - Baliza de posição: indica a posição e limites de obstáculos existentes na via." num dos lados da ponte, junto ao início da grade e à ponte.
No outro lado sinais de indicação complementar "O7b - Baliza de posição: indica a posição e limites de obstáculos existentes na via." antes da grade e da ponte.
Aproveito ainda para alertar que as "balizas de posição" que se encontram presentemente em cada um dos lados da ponte, estão mal colocadas, ou seja, a que está no lado direito deveria estar no esquerdo e vice-versa. Picuinhices dizem alguns, mas no meu entender, ou se fazem as coisas bem feitas ou mais vale não as fazer!

Certamente que com estas melhorias o local ficará com uma "nova dinâmica de mobilidade", algo que de momento não acontece!

Vamos aguardar para ver se valeu a pena este momento de "serviço público" e caso tenha conhecimento de situações semelhantes informe a entidade responsável ou mande-me um email que eu publico aqui ou faço chegar a quem de direito pode dar seguimento.

Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Petição para Apreciação e Alteração da Portaria 128/2009 de 30 de Janeiro

Petição para Apreciação e Alteração da Portaria 128/2009 de 30 de Janeiro que regula as medidas «Contrato emprego-inserção» promovidas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP)

Os contratos em causa, são promovidos pelo IEPF e pretendem promover o contacto daqueles que ficaram em situação de desemprego, com outros trabalhadores e com o mercado do trabalho evitando o isolamento, desmotivação e marginalização.
A medida em si é positiva, se revestida de igualdade de direitos, já que as obrigações são semelhantes.
O contratado é seleccionado pelas suas habilitações e experiência, que deverão ser adequadas à área onde será colocado para desempenhar trabalho socialmente necessário, vulgarmente denominado por voluntariado. Acontece que a recusa destas propostas pressupõe a perda dos subsídios de desemprego ou rendimento social de inserção.
Por outro lado, como não se trata de um contrato de trabalho, o contratado não tem direito a qualquer dia de descanso ou de férias além dos feriados e fins-de-semana.
Além do subsídio de desemprego, o contratado recebe ainda uma bolsa no montante de 20% desse valor acrescida do subsídio de alimentação e transporte (quando se aplique). Não há lugar a subsídios de natal ou férias.
Apenas podem requerer estes contratados, os serviços públicos, autarquias locais e instituições de solidariedade, ou seja, organismos geridos pelo estado.
Com esta medida, é reduzido o nº de desempregados na estatística, muito embora o orçamento de Estado registe uma maior despesa, pois além do subsídio de desemprego o estado comparticipa ainda nas bolsas atribuídas aos contratados.
Não há qualquer garantia de vinculação aos serviços, nomeadamente ao serviço público, já que é possível o recurso a “Ocupacionais” por menos de 200Eur/mês para fazer o trabalho, sem direito a férias ou outros encargos.
Outra questão, é caracterizar esses contratos de “voluntariado”, quando os mesmos têm que ser aceites obrigatoriamente sob pena de se perderem os benefícios sociais inerentes ao desemprego. Ser voluntário é fazer algo de livre vontade, e não há liberdade quando não há opções! Num país que se diz livre, esta portaria é um atentado ao direito de liberdade, sob vários aspectos!
Segundo a lei geral do trabalho, qualquer trabalhador tem direito a usufruir de férias, subsídio de férias e subsídio de natal. A lei do trabalho, e muito bem, justifica ainda a necessidade do gozo de férias como sendo essencial para preservar o estabilidade física e emocional do trabalhador. No caso dos contratos emprego-inserção, como o termo “trabalho” é subtilmente substituído pelo termo “ocupação”, os cidadãos, muito embora tenham obrigações de assiduidade e cumprimento das funções que lhes são destinadas, não têm direito a férias ou qualquer outro tempo de descanso!
Trabalhar engrandece o Homem, porque enaltece a sua dignidade humana. Contudo, neste caso, a dignidade humana sai prejudicada na medida em que é ignorada a pessoa humana como ser social e com responsabilidades morais e parentais próprias de quem respeita a instituição familiar na sua verdadeira essência.
Porque é ténue a linha que limita a dignidade da precariedade, há urgência em prover estes contratos de características que não descriminem os contratados enquanto pessoas livres e com a mesma igualdade de direitos de qualquer outro trabalhador.

Porque só a Assembleia da Republica pode corrigir esta portaria de Janeiro de 2009, peço que divulguem e assinem a petição que se encontra em:

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Face Oculta - Os intocáveis



Agora que já se sabe um pouco mais e alguns dos "modus operandi" dos intervenientes da "Operação Face Oculta", é bom que comecemos a reflectir mais a sério no grave problema transversal a toda a sociedade que é a corrupção e que estupidamente a maioria dos portugueses tolera e considera "normal"!
Em minha opinião, a Policia Judiciária, mais uma vez fez um trabalho brilhante que só não dará frutos porque à semelhança de outros casos que envolvem pessoas "poderosas" tudo isto será abafado dentro de algum tempo.
Ainda há pouco tempo, segundo o relatório anual da organização não governamental Transparency Internacional, Portugal caiu 6 lugares no Índice de Percepção de Corrupção.
É sempre assim... há mais corrupção, mas quando se apanha os alegados corruptos, todos dizem que estão inocentes ou que se trata de um linchamento político e na realidade nunca lhes acontece nada! Penso que está na hora da Sociedade Civil se começar a revoltar com isto, pois está visto que "comer e calar" só é bom para os corruptos que assim podem continuar impunemente a enriquecer à custa do "Zé Povinho".
Já agora... sabia que se fosse possível erradicar a corrupção em Portugal, estaríamos ao nível da Finlândia? Dá que pensar não dá?

Para terminar, leiam este artigo de opinião no Jornal de Notícias do jornalista Mário Crespo, pois é de uma objectividade e clareza ao alcance de poucos.